quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Conclusão de madrugada

E no fim das contas:
Amy Winehouse não morreu de overdose
Cassia Eller não morreu de overdose
e os sensacionalistas não pedem desculpas.
Apenas lucram com suas extraordinárias mentiras.
E quem pede desculpa foi obrigado a por uma notinha de uma linha no fim de sua página
a fim de evitar um processo por sua calúnia.
E assim segue o mundo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Essa sexta

Apesar de ser sexta-feira
A única coisa que me anima hoje é a aula de filosofia.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Manhã de segunda

Uma manhã de segunda ouvindo Joy Division
Há tristeza, preocupação?
Sempre há por mais que se tente manter as aparências
Mesmo tentando se fazer bonitinho
Escrevendo centralizado pra dar um ar de mais eufemismo
Não é simples por mais que devesse ser
A mente mantem-se perturbada
Falta alguma coisa
E sempre faltará
E isso frustra em uma manhã de segunda
Quando se começa
Quando não se tem mais paciência para começar

terça-feira, 26 de julho de 2011

Morte de si

Meus caros, neste último final de semana meu celular tocou as duas horas da tarde com o meu amigo falando que Amy Winehouse se foi. Tive que acordar e ligar a televisão para ter certeza do fato.
Confesso ter ficado surpreso apesar de sua tendência auto-destrutiva. Há críticas. Há elogios. Há o desconhecido.
Chamo de desconhecido o fato de a humanidade não saber lhe dar com a morte apesar de ela estar presente todos os dias em nosso cotidiano.
A moça estava ali, viva, fazendo seus shows e sendo vaiada em uma série de performances desastrosas. Bastou não estar mais entre o mundo dos vivos para ser quase endeusada com sua voz e vender suas músicas muito mais do que vendeu em vida. Procuramos isso. Damos muito mais valor quando a obra torna-se limitada. O mesmo aconteceu com Sinatra, Pavarotti, Michael Jackson.
O ponto de elogio é de sua voz e de como ela colocou um estilo de música já estagnado pelo tempo de volta as rádios. Confesso não ouvir muito a sua música e que apesar de ter um álbum o escutei poucas vezes. Ouve-se com outros ouvidos quando a pessoa morre e parece que o som dela está melhor.
A parte crítica é deixar em evidência os erros. O sensacionalismo dos tabloides ingleses que a condenam pelo uso indiscriminado de drogas. Bom, é fato que ela não é a primeira e nem a última celebridade que tem ligação com drogas. Apenas acho que depois da morte esse fato não é tão relevante quanto realmente parece, afinal de contas, Freud, por exemplo, não é tão lembrado como usuário de cocaína quanto pela sua contribuição a psicologia.
As pessoas que se auto destroem sentem uma necessidade natural de fazê-lo tentando viver uma vida inteira da forma mais intensa possível porque não conseguem ver graça numa vida calma. O que quero dizer é que se uma pessoa vive da forma que quer não cabe a nós julgar se o preço foi ou não alto demais.
Sei que sou sujeito a críticas já que no mesmo dia quase cem jovens foram assassinados na Noruega por uma simples questão de intolerância. São muitas vidas, mas resolvi escrever apenas sobre uma. Todas as vidas são importantes, claro, mas acho que não conseguiria escrever algo para cada uma delas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PL 122, Gays, Pedófilos e ignorantes

Novamente, o motivo de voltar a escrever vem da revolta, no caso de hoje, mais específico com este video: http://www.youtube.com/watch?v=1J_m0DLIEMc&feature=player_embedded
O que me causa revolta é a ignorância. É um absurdo como o desconhecido (no caso a homossexualidade) é colocado como algo ruim, um mal na sociedade.
Esta deputada, por exemplo, chega a um ponto onde, praticamente, iguala homossexualismo com pedofilia. O que eu não entendo é onde esses termos se tornaram sinônimos, porque desde a educação básica, aprende-se que ser gay é uma coisa e ser pedófilo é outra e completamente diferente.
Em seu exemplo, se ela tem duas filhas e a babá for lésbica, a PEC 23 irá proteger a babá se ela vir a molestar as crianças. Até onde estudei esse projeto e a PL 122, não há nada que se refira a proteção de um pedófilo. Se houvesse a violação da criança, a babá responderia por pedofilia e ponto, se ela é lésbica, isto é outra coisa.
Esta confusão absurda não é de hoje. Vem de um longo processo errôneo o qual confunde-se homossexual com promiscuo ou molestador de pessoas. Se o gay já é visto desta maneira, não vai demorar muito para inventar leis que venham a proibir um homem homossexual de entrar em um banheiro público masculino porque este terá a intenção de observar e bolinar outros homens. O mesmo se aplica as mulheres.
A PL 122 não privilegia ninguém, apenas passa a por em prática um direito que existe em constituição. Se, por exemplo, um indivíduo negro é humilhado por conta de sua cor, ele tem direito de buscar as medidas cabíveis contra o agressor. O que se busca, é que se um indivíduo for humilhado por ser gay, ele possa tomar medidas legais contra a pessoa que o humilhou. Aparentemente, nada de mais. É uma simples busca por garantir seus direitos.
A deputada cita, também, ter parentes homossexuais. Fica a minha pergunta: por acaso estes parentes demonstraram alguma atitude de promiscuidade a ponto de ser visto como pensar em pedofilia, estupro ou qualquer outra forma de molestar outra pessoa?
Vale lembrar, para quem ainda vê conexão entre homossexualismo e pedofilia, que: em uma relação homoafetiva há concessão de ambas as partes, eles sabem o que querem, tem o poder de decisão. A pedofilia parte de que apenas uma pessoa (o agressor) decide o que fazer com outro indivíduo (a criança) que não possui condição de defesa.
Basicamente, a única coisa que se busca com essa PL 122 é que gays possam andar na rua sem serem atacados com uma lâmpada fluorescente.