Eu não teria escrito comentários com o eufemismo e requinte que costumo ter quando escrevo aqui. Eu teria sido muito mal criado. Em muitos sites. E com muitas pessoas.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Comentário
Eu queria ter descoberto há mais tempo que quando você escreve um comentário mal criado em algum site, os donos deste são os que recebem um processo judicial.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Conclusão de madrugada
E no fim das contas:
Amy Winehouse não morreu de overdose
Cassia Eller não morreu de overdose
e os sensacionalistas não pedem desculpas.
Apenas lucram com suas extraordinárias mentiras.
E quem pede desculpa foi obrigado a por uma notinha de uma linha no fim de sua página
a fim de evitar um processo por sua calúnia.
E assim segue o mundo.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Manhã de segunda
Uma manhã de segunda ouvindo Joy Division
Há tristeza, preocupação?
Sempre há por mais que se tente manter as aparências
Mesmo tentando se fazer bonitinho
Escrevendo centralizado pra dar um ar de mais eufemismo
Não é simples por mais que devesse ser
A mente mantem-se perturbada
Falta alguma coisa
E sempre faltará
E isso frustra em uma manhã de segunda
Quando se começa
Quando não se tem mais paciência para começar
terça-feira, 26 de julho de 2011
Morte de si
Meus caros, neste último final de semana meu celular tocou as duas horas da tarde com o meu amigo falando que Amy Winehouse se foi. Tive que acordar e ligar a televisão para ter certeza do fato. Confesso ter ficado surpreso apesar de sua tendência auto-destrutiva. Há críticas. Há elogios. Há o desconhecido.
Chamo de desconhecido o fato de a humanidade não saber lhe dar com a morte apesar de ela estar presente todos os dias em nosso cotidiano.
A moça estava ali, viva, fazendo seus shows e sendo vaiada em uma série de performances desastrosas. Bastou não estar mais entre o mundo dos vivos para ser quase endeusada com sua voz e vender suas músicas muito mais do que vendeu em vida. Procuramos isso. Damos muito mais valor quando a obra torna-se limitada. O mesmo aconteceu com Sinatra, Pavarotti, Michael Jackson.
O ponto de elogio é de sua voz e de como ela colocou um estilo de música já estagnado pelo tempo de volta as rádios. Confesso não ouvir muito a sua música e que apesar de ter um álbum o escutei poucas vezes. Ouve-se com outros ouvidos quando a pessoa morre e parece que o som dela está melhor.
A parte crítica é deixar em evidência os erros. O sensacionalismo dos tabloides ingleses que a condenam pelo uso indiscriminado de drogas. Bom, é fato que ela não é a primeira e nem a última celebridade que tem ligação com drogas. Apenas acho que depois da morte esse fato não é tão relevante quanto realmente parece, afinal de contas, Freud, por exemplo, não é tão lembrado como usuário de cocaína quanto pela sua contribuição a psicologia.
As pessoas que se auto destroem sentem uma necessidade natural de fazê-lo tentando viver uma vida inteira da forma mais intensa possível porque não conseguem ver graça numa vida calma. O que quero dizer é que se uma pessoa vive da forma que quer não cabe a nós julgar se o preço foi ou não alto demais.
Sei que sou sujeito a críticas já que no mesmo dia quase cem jovens foram assassinados na Noruega por uma simples questão de intolerância. São muitas vidas, mas resolvi escrever apenas sobre uma. Todas as vidas são importantes, claro, mas acho que não conseguiria escrever algo para cada uma delas.
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