domingo, 17 de abril de 2011

Sobre uma vida curta

Para mim, não importa o tempo que se vive, contanto que esses tenham sido bem vividos...
Esse sou eu tentando viver, mesmo que seja por tão pouco tempo.
A velhice nunca foi algo que me dessa expectativas em relação a vida e morte.
Acho que dão esperanças e expectativas para o mundo apenas pra entrete-los e controla-los.
Sabemos que nada é eterno, portanto, há um grande risco desse eterno realmente não existir.
Vontade de viajar no tempo. A física quântica prova que é possível e lógico, apenas pelo fato de não poder se ver, já que pela física "um corpo não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Não sei, talvez desentregamos.
Diria para o meu passado viver mais e ser mais feliz. Escrevo para o meu passado e futuro há 3 anos. Queria ter chance de saber o que aconteceria, mas o bom é que tem aquela lembrança de como se pensava há um tempo atrás, nossas aspirações e o que de fato aconteceu.
Durante muito tempo achei que não sabia viver e como dira Guimarães Rosa " Viver é uma coisa perigosa"
Para mim agora, entorpecio de bedidas e charutos, penso da seguinte forma: Vale muito a pena correr o risco, nem que seja por um segundo que possa mudar sua vida.
Precisamos nos desafiar para permanecer vivos e reclamar como velhos cansados. Sempre devemos nos sentir incompleto para viver do seu jeito, se sentir completo acaba rápido e atralha em novas idéias.
Minha depressão passa quando estou bêbado ouvindo músicas que gosto. Asim como "A Metarmofose" de Kafka, acho que acabamos criando expectativas para nós mesmos e aprende a ter fé em si mesmo. Isso é importante.
Outra chave: não ser tão feliz. Como díria Oscar Wilde "Só há duas tragédias para o homem: não conseguir tudo que quer e a outra é conseguir".
Será que consiguimos viver mais nos desafiando e tentando sempre crescer intelectualmente?
Queria que a vida fosse um eterno sábado a noite de bebedeira. Sem responsabilidades e regras. Pena que não se pode estar no mundo de fantasia para sempre, uma hora ela também o deixa imcompleto.
O mundo é como uma droga: é uma porcaria, mesmo assim você vicia e quer mais, apesar de ter medo de como se estará.
Bom, vou voltar a viver, acho que já me expressei o bastante.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Resposta ao vereador Bolsonaro

Acabo de passar pela conta do Twitter do Filho de Jair Bolsonaro e neste, ele cita o blog de sua família.
De cara, achei o blog uma grande auto-lambeção. Não estava errado.
Coloquei o seguinte comentário sobre este post (não sei se meu comentário naquele blog será removido então decidi por minha opinião aqui):

Comentário:
"Se o estado é laico, independente da sexualidade, TODOS temos de pagar impostos, Não há nada de errado com esse projeto.
Todos tem direitos iguais perante a sociedade, então onde há problema em haver professores gays, ou pessoas do mesmo sexo adotando filhos desde que se assegure os direitos da criança?
A formação intelectual de quem é contra tal projeto é equivocada julgando uma pessoa por sua sexualidade. Vai contra príncipios éticos e religiosos."

Ainda não acredito que em pleno século 21 há pessoas que prefiram um Mahmoud Ahmadinejad governando uma sociedade com a mentalidade inferior a era medieval. Tão lamentável quanto, é uma sociedade eleger indivíduos assim.
Deve estar havendo uma promoção de lavagem cerebral por aí e não me contaram.
Ou os valores da sociedade atual foram invertidos (e também não avisaram).
É preocupante haver pessoas com essa mentalidade tão pequena e intolerante e não da para simplesmente ignorar.
As mesmas pessoas que pedem "Bolsonaro pra presidente" são as mesmas que ele irá condenar a guilhotina.
Ouvi e li de muita gente o quanto foi difícil a luta contra a ditadura militar e a falta de igualdade de direitos (e ainda não garantimos a total igualdade de direitos). Porque pensar em retroceder?
Sem mais comentários.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um desabafo de segunda

Acabo de terminar mais uma ficha para entregar a um patético professor da faculdade. Acho que já escrevi um pouco sobre faculdade aqui no blog, principalmente os primeiros posts, mas o que ainda não escrevi são coisas que a faculdade não ensina.
Desde o ensino fundamental ao médio, somos ensinados a ter e dar valor às próprias opiniões e que a cópia não leva ao aprendizado. Até aí tudo bem, mas no ensino superior a situação muda completamente.
Comecei meu curso de Administração em uma faculdade particular até que consegui entrar em uma universidade estadual. Na particular os professores mostram o quão importante é o ensino superior fazendo o aluno se sentir grande intelectualmente. Bom, pelo menos eu me sentia assim.
Já na estadual, o que os professores me fizeram sentir foi: você está entrando pequeno e sairá pequeno, a não ser que continue estudando. Não vou tirar o mérito do "continue estudando", mas desde o princípio colocam o ensino superior como algo que não tem todo aquele valor que dão no ensino fundamental e médio. Um famoso TCC (trabalho de conclusão de curso) é reduzido desde as primeiras aulas a um simples trabalho que deverá ser entregue no final do curso.
Aprendi também (da pior maneira) que ao entrar em uma universidade sua tão valiosa opinião agora não tem o menor valor. Quem tem opinião são os mestres, doutores, PhDs, enfim, o que estiver acima de pós-graduação. Eles afirmam e você que copie tudo direitinho e quando for afirmar ou tentar opinar tende usá-los como base para afirmação.
O triste é que de tantos e tantos professores que se tem na faculdade, só um me fez sentir essa tamanha insignificância. Irônico é o fato de ele ser um dos coordenadores do curso. Um indivíduo que deveria estimular o estudante na faculdade é simplesmente o que mais frustra. E não é só a mim. Na verdade não conheci um aluno, tanto de outras salas e outras séries, que sentisse interesse ou entusiasmo na aula deste professor. Quando fiquei sabendo que ele irá se aposentar depois deste semestre, pensei seriamente em trancar a matrícula e voltar só em agosto.
Desabafo não só porque reprovei apenas na matéria dele e fiquei retido no semestre, mas porque nunca imaginei o dia em que uma pessoa me fizesse pensar em deixar o curso.
Na aula dele, sinto como se tudo que eu escrevi aqui, nos meus diários e cadernos espalhados pelo quarto fossem reduzidos a mera filosofia de buteco. Ler Nietzsche, Kafka, Tolstoi, etc, ainda não me torna uma pessoa melhor, independente da reflexão que fiz com essas influências. Sempre escrevi esse blog com idéias minhas, inspiradas em autores ou experiências próprias e no máximo o título é copiado apenas com o intuito de mostrar de onde tirei a influência.
Não consigo dar importância a tal aula. Um professor que dá vários print screens e vem nos dar aula sobre "como utilizar o Google", não é um professor que quer se dar ao respeito. Aliás, um professor que não tem respeito pela minha opinião não merece o meu respeito, não importa seu nível de superioridade.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Preguiça e novas fases

Quer maior razão para ficar sem escrever do que a preguiça?! Não só ela, mas também o vicio no mundo e no entreterimento passivo que é a televisão.
Só pra dizer que não tenho escrito, estou viciado em Twitter, mas não tenho escrito nada que me dê orgulho faz um tempo.
Acho que estou num desagradável bloqueio mental que já dura alguns meses. Ainda planejo escrever sobre ser universitário, o entreterimento passivo, meu livro (que anda parado) e a tristeza de se ter músicas e ninguém para tocá-las.
Escrevi hoje mais pra começar o ano no blog, afinal de contas, dizem que o ano só começa depois do carnaval mesmo.
Eu sou uma delas.
Feliz Ano Novo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Baratas

Meu último post do ano é dedicado as baratas, esses seres parasitas que habitam nosso pequeno mundo.
Alguns dias atrás estava na cozinha fazendo meu habitual assalto a geladeira, as 2:20 da manhã, quando olho em cima do armário duas baratas.
Pareciam tranqüilas, serenas, trocando algumas idéias. Não pensei duas vezes em pegar o inseticida e atirar contra elas.
Cada uma correu para um lado.
Um brinde as baratas e ao seu doce e asqueroso instinto de sobrevivência.
Baratas... Tão parecidas com os humanos...