As vezes acho que fui tudo o que queria ser e passou e ja foi e não consigo recuperar.
É como se a parte criativa de mim tivesse ido embora porque resolvi que ficar doido e se conhecer sem reservas era melhor. E foi, mas agora me sinto um vagabundo.
Eu queria realizar sonhos e as vezes deixei passar porque não tinha a poltrona ou a mesa adequada. Eu invento isso pra me sentir melhor, pois sabemos que é desculpa pra postergar o que se deve fazer da vida: cuidar bem de si pra cuidar bem dos seus.
Eu parei de tocar guitarra, eu parei de me sentir eu mesmo por muito tempo. E a gente não sabe se o que faz isso é a vida mesmo ou as circunstâncias dela, mas basicamente, as coisas acontecem porque se está vivo.
Eu ainda durmo muito, sempre quero pensar melhor por dormir mais, mas como uma coisa não tem a ver com a outra. Porra eu durmo demais e fico assombrado e deixei de produzir o positivo a partir disso. Eu sou assim, a criatura que sempre se deu melhor com a noite.
O brilho da tela incomoda, era só o que faltava pra eu usar como desculpa, digitar apenas olhando o teclado. Por isso fica tudo tão desconexo e solto.
Não quero pensar que fiquei aqui escrevendo uma par de lorotas pra mim mesmo.
Eu queria dormir porque ja me é hora, mas o assombro da vida não deixa.
E acabo ali, na cama, inerte, e esperando que algum momento tudo mude.
A necessidade de me sentir entorpecido tomou conta de mim.
A vida realmente é isso: correr atrás de seus confortos, amar, rir e se entorpecer. (ir atras de seus confortos é trabalhar mesmo, é que dessa forma soa com mais vontade de se sentir firme).
O complicado é quando o vício é gratuito. O cérebro gera a dopamina, a vida sempre convida a fazer e quando se olha se tem um vício. Como pode o cérebro querer se enganar dessa forma e porque essa forma na mente é tão boa?!
É difícil quando o corpo pede pra deitar, mas a mente pede pra ficar de pé.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
quinta-feira, 7 de março de 2013
Carta ao pai
Caro pai,
Antes de mais nada, resolvi escrever porque parece que foi aberta uma temporada de cartas.
Acho que você não me entende porque não me ouve e... eu não sei porque não me ouve.
Assim como você adora bancar o dono da verdade com suas experiências de vida e sua sabedoria, eu gostaria de lhe dizer que eu também possuo certas experiências de vida e que você nem percebeu em como lidei com elas.
Não sei se se recorda, mas há pouco mais de 10 anos passamos por uma situação complicada em nossas vidas. Um momento muito turbulento em casa nos assombrava. Não sei se vale lembrar, mas veja a situação: você já tinha seus 40, 41 anos, e esse momento assombroso lhe aconteceu e você já tinha 40 anos de experiência. Pois bem, eu tinha 12. Doze. DOZE!
Acredito que não faça a menor ideia de que forma essa situação me destruiu. Meu caro, eu acredito, que ainda com 40 anos essa experiência pode ter sido dura, imagina para mim. Oh, meu caro, coloque-se em meu lugar por alguns instantes.
Até hoje eu desconfio de qualquer contato de algum desconhecido oferecendo amizade. Custei muito a fazer amizades e ainda assim sempre imaginei e ainda imagino que as vezes eles podem conspirar contra mim. Claro que parece insano, mas a partir disso, dessa experiência ruim, sem um acompanhamento seu, talvez, minha vida não foi a maravilha que imagina.
Eu banco o dono da verdade, assim como você, porque acredito estar anos a frente das suas experiências difíceis porque sinto que enfrentei essa experiência sozinho. E que cresci sozinho. Sem dividir nada com você ou com alguém em casa.
Eu não consigo me esquecer de uma ocasião quando eu tinha 12 anos e fazia menos de um ano que a gente morava nessa cidade.
Lembro que sua filha passava todas as noites deitada no sofá maior depois que você e a minha mãe iam dormir e que eu era obrigado a ficar no sofá menor e sem escolher os canais, já que ela ficava no sofá maior, ficava com o controle da tv. Enfim, lembro-me de um dia em que eu quis me deitar no sofá maior e isso me foi negado pela sua filha. Poxa, ela não poderia abrir uma exceção só por uma noite? Seria tão ruim assim para ela?
Então ela fez barulho e eu fiz barulho, você desceu bravo e começou a me chacoalhar como se eu fosse o culpado de todo aquele turbilhão que acontecia. Eu não podia ter direito a um dia, um dia, pra poder deitar no sofá maior sem ser culpado por aquilo que acontecia?
Você me chacoalhou e chacoalhou e gritava na minha cara passavamos por "uma baita de uma crise". Nunca me esqueci disso. Nesse dia percebi que você estava errado. Meu pai estava errado e não bastava isso: ele tirou meu direito de defesa, de tentar me defender. Era tão errado eu ter a porcaria do sofá maior por uma noite?
VOCÊ FOI INJUSTO E EU NUNCA ME ESQUEÇO DISSO!
Doeu.
Doeu e dói.
Eu não posso conversar com você por que além de não ouvir, julga. E julga errado.
VOCÊ ESTÁ ERRADO SOBRE MUITAS COISAS.
Sua experiência não é tudo. Lembre-se que todos os problemas que você enfrentou depois dos 40, eu enfrentei depois dos 12.
A vida é diferente, as questões são diferentes, o contexto é diferente e você parece não se atentar a isso.
VOCÊ É UMA PESSOA QUE SÓ OBSERVE E JULGA O FENÔMENO.
Você, logo você, que julga baseado nas suas experiências, parece não ver que as pessoas agem com a experiência delas. Não basta julgar o ato de uma pessoa. A vivência desta pessoa simplesmente não importa em nada?
Eu sempre fui uma pessoa um tanto peculiar e depois dos 11 anos passei a ter uma tristeza e um desespero incontrolável.
VOCÊ NÃO PODE ACHAR O QUE EU DIGO É BESTEIRA.
Quando eu digo sobre ter vontade de morrer e você acha que é uma besteira, você está errado.
Você não pode dizer que é besteira, que a vida "confortável" que tivemos, com patrimônios, podem, simplesmente desaparecer com qualquer desejo primitivo de raiva, de explodir de raiva, de desejo de matar, de desejo de morrer. Você não percebe o quanto isso é sério.
Eu tenho 21 anos, há 10, eu tenho momentos em que eu desejo morrer, em que eu planejo minha própria morte, e como eu disse, você não pode achar isso besteira. Pelo deus que você acredita, você não pode achar isso besteira, meu caro pai. Isso é sério.
Minha vida está tomando uma forma e as vezes simplesmente não há quero.
As vezes minha vida parece que veio numa forminha e eu to vivendo ela como um bolo que cresce no forno e fica bom para que se possa desfrutar.
Muitas vezes não a quero.
Tenho minhas responsabilidades e não posso jogar as coisas pro ar. Nunca fui menino disso. Embora as vezes gostaria de faze-lo pra me sentir por uns instantes, isento de qualquer responsabilidade porque elas pesam e doem. E elas doem até eu querer morrer.
Bom, acho que é isso, se com base nas suas experiências, você chegou até aqui sem achar que tudo que escrevi foi um punhado de besteiras, que bom. Obrigado.
Antes de mais nada, resolvi escrever porque parece que foi aberta uma temporada de cartas.
Acho que você não me entende porque não me ouve e... eu não sei porque não me ouve.
Assim como você adora bancar o dono da verdade com suas experiências de vida e sua sabedoria, eu gostaria de lhe dizer que eu também possuo certas experiências de vida e que você nem percebeu em como lidei com elas.
Não sei se se recorda, mas há pouco mais de 10 anos passamos por uma situação complicada em nossas vidas. Um momento muito turbulento em casa nos assombrava. Não sei se vale lembrar, mas veja a situação: você já tinha seus 40, 41 anos, e esse momento assombroso lhe aconteceu e você já tinha 40 anos de experiência. Pois bem, eu tinha 12. Doze. DOZE!
Acredito que não faça a menor ideia de que forma essa situação me destruiu. Meu caro, eu acredito, que ainda com 40 anos essa experiência pode ter sido dura, imagina para mim. Oh, meu caro, coloque-se em meu lugar por alguns instantes.
Até hoje eu desconfio de qualquer contato de algum desconhecido oferecendo amizade. Custei muito a fazer amizades e ainda assim sempre imaginei e ainda imagino que as vezes eles podem conspirar contra mim. Claro que parece insano, mas a partir disso, dessa experiência ruim, sem um acompanhamento seu, talvez, minha vida não foi a maravilha que imagina.
Eu banco o dono da verdade, assim como você, porque acredito estar anos a frente das suas experiências difíceis porque sinto que enfrentei essa experiência sozinho. E que cresci sozinho. Sem dividir nada com você ou com alguém em casa.
Eu não consigo me esquecer de uma ocasião quando eu tinha 12 anos e fazia menos de um ano que a gente morava nessa cidade.
Lembro que sua filha passava todas as noites deitada no sofá maior depois que você e a minha mãe iam dormir e que eu era obrigado a ficar no sofá menor e sem escolher os canais, já que ela ficava no sofá maior, ficava com o controle da tv. Enfim, lembro-me de um dia em que eu quis me deitar no sofá maior e isso me foi negado pela sua filha. Poxa, ela não poderia abrir uma exceção só por uma noite? Seria tão ruim assim para ela?
Então ela fez barulho e eu fiz barulho, você desceu bravo e começou a me chacoalhar como se eu fosse o culpado de todo aquele turbilhão que acontecia. Eu não podia ter direito a um dia, um dia, pra poder deitar no sofá maior sem ser culpado por aquilo que acontecia?
Você me chacoalhou e chacoalhou e gritava na minha cara passavamos por "uma baita de uma crise". Nunca me esqueci disso. Nesse dia percebi que você estava errado. Meu pai estava errado e não bastava isso: ele tirou meu direito de defesa, de tentar me defender. Era tão errado eu ter a porcaria do sofá maior por uma noite?
VOCÊ FOI INJUSTO E EU NUNCA ME ESQUEÇO DISSO!
Doeu.
Doeu e dói.
Eu não posso conversar com você por que além de não ouvir, julga. E julga errado.
VOCÊ ESTÁ ERRADO SOBRE MUITAS COISAS.
Sua experiência não é tudo. Lembre-se que todos os problemas que você enfrentou depois dos 40, eu enfrentei depois dos 12.
A vida é diferente, as questões são diferentes, o contexto é diferente e você parece não se atentar a isso.
VOCÊ É UMA PESSOA QUE SÓ OBSERVE E JULGA O FENÔMENO.
Você, logo você, que julga baseado nas suas experiências, parece não ver que as pessoas agem com a experiência delas. Não basta julgar o ato de uma pessoa. A vivência desta pessoa simplesmente não importa em nada?
Eu sempre fui uma pessoa um tanto peculiar e depois dos 11 anos passei a ter uma tristeza e um desespero incontrolável.
VOCÊ NÃO PODE ACHAR O QUE EU DIGO É BESTEIRA.
Quando eu digo sobre ter vontade de morrer e você acha que é uma besteira, você está errado.
Você não pode dizer que é besteira, que a vida "confortável" que tivemos, com patrimônios, podem, simplesmente desaparecer com qualquer desejo primitivo de raiva, de explodir de raiva, de desejo de matar, de desejo de morrer. Você não percebe o quanto isso é sério.
Eu tenho 21 anos, há 10, eu tenho momentos em que eu desejo morrer, em que eu planejo minha própria morte, e como eu disse, você não pode achar isso besteira. Pelo deus que você acredita, você não pode achar isso besteira, meu caro pai. Isso é sério.
Minha vida está tomando uma forma e as vezes simplesmente não há quero.
As vezes minha vida parece que veio numa forminha e eu to vivendo ela como um bolo que cresce no forno e fica bom para que se possa desfrutar.
Muitas vezes não a quero.
Tenho minhas responsabilidades e não posso jogar as coisas pro ar. Nunca fui menino disso. Embora as vezes gostaria de faze-lo pra me sentir por uns instantes, isento de qualquer responsabilidade porque elas pesam e doem. E elas doem até eu querer morrer.
Bom, acho que é isso, se com base nas suas experiências, você chegou até aqui sem achar que tudo que escrevi foi um punhado de besteiras, que bom. Obrigado.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Amargura
"Mas por que tamanha amargura?"
Quando parei para pensar nisso me vi amargo, triste, niilista.
Percebi que minha vida é isso porque cresci para isso, fui educado assim. Fui simplesmente educado para me frustrar.
Cresci buscando um apoio que nunca me foi alcançado. Me vi e me permitir crescer vendo as frustrações crescendo ao meu lado e ninguém para me tirar de perto dela.
Não estou reclamando que as pessoas no passado deviam ter me oferecido apoio, não. Eu podia ter feito algo, podia mesmo, mas não sabia que podia. E no meu mundo, coisas que não eram tão difíceis aparentavam ser impossíveis.
É difícil. É frustrante.
Vejo o tempo passar, vejo tudo que podia fazer e não faço. Vejo meu potencial sendo jogado no lixo todo dia e nenhuma solução me vem.
Não percebem meu potencial, não se importam com o meu potencial. Não é dado a mesma importância que eu dou para o que eu acho importante. Isso me frustra.
Eu não sinto apoio, não acredito que ele esteja próximo de mim. Essa desesperança, descrença em mim mesmo me mata aos poucos. É como se a minha complexidade não fosse levada a sério.
Como não vou ser amargo se não posso ser nem ao menos sincero?
Minha sinceridade incomoda aos demais e muito.
Minha família não vê isso. Agem como não se importassem. Sou apoiado a deixar meus sonhos irem embora porque acham que é o melhor para mim. E não podem dizer que não porque, sim, deixam minhas aspirações irem embora e não pensam se talvez eu quisesse fazer diferente.
Eu vejo minha família colocar obstáculos para mim que existem para qualquer outra pessoa, mas que quando é aplicado a mim, parece uma causa impossível, algo completamente inviável e minha solução não é posta como a melhor.
Na verdade eu só vejo minha família dar importância as coisas que matam meus sonhos. E ainda as tratam como o melhor para mim.
"Mas por que tamanha amargura?"
Ela agora aparece tão óbvia, clara. Mas e daí?
Quando parei para pensar nisso me vi amargo, triste, niilista.
Percebi que minha vida é isso porque cresci para isso, fui educado assim. Fui simplesmente educado para me frustrar.
Cresci buscando um apoio que nunca me foi alcançado. Me vi e me permitir crescer vendo as frustrações crescendo ao meu lado e ninguém para me tirar de perto dela.
Não estou reclamando que as pessoas no passado deviam ter me oferecido apoio, não. Eu podia ter feito algo, podia mesmo, mas não sabia que podia. E no meu mundo, coisas que não eram tão difíceis aparentavam ser impossíveis.
É difícil. É frustrante.
Vejo o tempo passar, vejo tudo que podia fazer e não faço. Vejo meu potencial sendo jogado no lixo todo dia e nenhuma solução me vem.
Não percebem meu potencial, não se importam com o meu potencial. Não é dado a mesma importância que eu dou para o que eu acho importante. Isso me frustra.
Eu não sinto apoio, não acredito que ele esteja próximo de mim. Essa desesperança, descrença em mim mesmo me mata aos poucos. É como se a minha complexidade não fosse levada a sério.
Como não vou ser amargo se não posso ser nem ao menos sincero?
Minha sinceridade incomoda aos demais e muito.
Minha família não vê isso. Agem como não se importassem. Sou apoiado a deixar meus sonhos irem embora porque acham que é o melhor para mim. E não podem dizer que não porque, sim, deixam minhas aspirações irem embora e não pensam se talvez eu quisesse fazer diferente.
Eu vejo minha família colocar obstáculos para mim que existem para qualquer outra pessoa, mas que quando é aplicado a mim, parece uma causa impossível, algo completamente inviável e minha solução não é posta como a melhor.
Na verdade eu só vejo minha família dar importância as coisas que matam meus sonhos. E ainda as tratam como o melhor para mim.
"Mas por que tamanha amargura?"
Ela agora aparece tão óbvia, clara. Mas e daí?
terça-feira, 25 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Algo a ver com satisfação, eu acho
Tenho que admitir que com exceção de algumas coisas, alguns fatos, minha vida tem estado muito boa, interessante.
Mas se fico insatisfeito por não conseguir algo, por outro lado também não me sinto satisfeito conseguindo.
E reclamo da minha insatisfação o tempo todo.
Estou ficando chato, velho e entediado.
Adianta fazer algo novo se já não se sente o tesão por isso?
Se há tesão porque não há satisfação?
Pensando bem, acho que sei sim a razão disso
Mas se fico insatisfeito por não conseguir algo, por outro lado também não me sinto satisfeito conseguindo.
E reclamo da minha insatisfação o tempo todo.
Estou ficando chato, velho e entediado.
Adianta fazer algo novo se já não se sente o tesão por isso?
Se há tesão porque não há satisfação?
Pensando bem, acho que sei sim a razão disso
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Caro blog
Sim, pretendia deixar de escrever aqui.
Sim, sentia muita falta de escrever aqui.
Faz um tempo que não tenho escrito nada de razoável valor. Pelo menos de valor para mim.
Tenho me dedicado a viver. Viver o intenso, o simples, o complexo... viver.
Viver por si só é algo demasiadamente complicado. O mundo oferece a todo momento uma forma nova, interessante ou não de viver e ultimamente nenhuma delas tem me agradado.
Na verdade, sabemos (quem lê o blog, claro) que as formas de viver que o mundo oferece nunca me trouxe plena satisfação, mas ia deixar para falar sobre isso no final desse post.
A minha dedicação com o viver tem consistido em não apenas viver, mas observar a vida, as pessoas, seus atos, suas sensações. Eu tenho visto e experimentado a vida.
Eu tenho deixado de falar aqui sobre certos detalhes da minha vida pessoal que antes compartilhava. Não porque acho irrelevante postar sobre isso, mas sim porque... porque... bom, aí está.
Deixar de escrever me irrita, me faz me sentir burro ou, de certa forma, incapaz de escrever, mesmo sabendo que isso não condiz com a realidade.
Acho mais que passei os últimos tempos fugindo de mim mesmo. Entorpecendo a minha mente e vivendo apenas por viver. Existindo. Mas não posso negar que o que vivi e observei é muito válido.
Ultimamente tenho vivido aquela velha crise de identidade. A diferença é que ao invés de Genesis tenho ouvido Beatles e Tame Impala.
Não tenho apenas perguntado a mim mesmo quem sou, mas o que vim fazer, o que vim deixar. Há dois anos eu comecei a escrever um livro, tive idéias para mais dois ou três. Escrevi muitas músicas. Acho que desde que criei esse blog eu passei a compor melhor. Mas em nenhum momento me sentei e pensei comigo mesmo "vou me dedicar a isso". Bom, pensar eu pensei, mas não tirei as idéias da minha cabeça. Deixei elas la. Deixei que voassem com o vento.
Não tenho lido livros e admito isso com uma certa vergonha. Não tenho me dedicado a leitura, também.
Acho que apenas não tenho me dedicado.
Me sinto sempre cansado.
Estou cansado de estar cansado. De não sentir força e vontade para fazer as coisas que quero.
Me dediquei a viver porque antes me dedicava apenas a observar, a pensar e narrar tudo isso. Queria sentir na pele o que era viver e tenho feito isso muito bem até. O que a vida oferece é bom, mas uma hora já não é mais suficiente.
Tenho me sentido insatisfeito como sempre, mas agora aquela força de vontade de seguir em frente que já não era muito grande, parece estar quase nula.
Sim, sentia muita falta de escrever aqui.
Faz um tempo que não tenho escrito nada de razoável valor. Pelo menos de valor para mim.
Tenho me dedicado a viver. Viver o intenso, o simples, o complexo... viver.
Viver por si só é algo demasiadamente complicado. O mundo oferece a todo momento uma forma nova, interessante ou não de viver e ultimamente nenhuma delas tem me agradado.
Na verdade, sabemos (quem lê o blog, claro) que as formas de viver que o mundo oferece nunca me trouxe plena satisfação, mas ia deixar para falar sobre isso no final desse post.
A minha dedicação com o viver tem consistido em não apenas viver, mas observar a vida, as pessoas, seus atos, suas sensações. Eu tenho visto e experimentado a vida.
Eu tenho deixado de falar aqui sobre certos detalhes da minha vida pessoal que antes compartilhava. Não porque acho irrelevante postar sobre isso, mas sim porque... porque... bom, aí está.
Deixar de escrever me irrita, me faz me sentir burro ou, de certa forma, incapaz de escrever, mesmo sabendo que isso não condiz com a realidade.
Acho mais que passei os últimos tempos fugindo de mim mesmo. Entorpecendo a minha mente e vivendo apenas por viver. Existindo. Mas não posso negar que o que vivi e observei é muito válido.
Ultimamente tenho vivido aquela velha crise de identidade. A diferença é que ao invés de Genesis tenho ouvido Beatles e Tame Impala.
Não tenho apenas perguntado a mim mesmo quem sou, mas o que vim fazer, o que vim deixar. Há dois anos eu comecei a escrever um livro, tive idéias para mais dois ou três. Escrevi muitas músicas. Acho que desde que criei esse blog eu passei a compor melhor. Mas em nenhum momento me sentei e pensei comigo mesmo "vou me dedicar a isso". Bom, pensar eu pensei, mas não tirei as idéias da minha cabeça. Deixei elas la. Deixei que voassem com o vento.
Não tenho lido livros e admito isso com uma certa vergonha. Não tenho me dedicado a leitura, também.
Acho que apenas não tenho me dedicado.
Me sinto sempre cansado.
Estou cansado de estar cansado. De não sentir força e vontade para fazer as coisas que quero.
Me dediquei a viver porque antes me dedicava apenas a observar, a pensar e narrar tudo isso. Queria sentir na pele o que era viver e tenho feito isso muito bem até. O que a vida oferece é bom, mas uma hora já não é mais suficiente.
Tenho me sentido insatisfeito como sempre, mas agora aquela força de vontade de seguir em frente que já não era muito grande, parece estar quase nula.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
25 de abril
25 de abril foi um dia diferente.
Foi de um jeito que não me lembro se alguma vez fora igual
Duvido.
Foi um dia em que eu senti a energia positiva
Foi um dia que estive disposto a fazer algo
Foi um dia que fiz algo
Foi um dia em que senti satisfação pessoal
Foi um dia em que me senti recompensado
É, eu sei que nunca mais vai acontecer.
Mas talvez valha a pena sonhar com dias assim.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O sonho
E foi aí que durante o meu sono da tarde eu começo a pensar: podemos amar muito algumas fases da vida, mas elas precisam passar.
Sonhei com os tempos da escola, com a oitava série. Foi o melhor ano que eu tive. Passou devagar, curti seus momentos e lembro com saudade desse tempo.
Mas enfim, ao sonhar, reviver um pouco dessa coisa toda, senti um leve desconforto ao no sonho me olhar no espelho e me ver com 20 anos. Me senti cansado. Aquilo que acontecia à minha volta, as brincadeiras, as conversas, não tinham mais tanta graça. Era bom, mas não era mais pra mim.
Eu gostava da escola. Gostava do ensino médio, mas isso acabou em 2008. Nunca tinha me acostumado com essa nova fase da minha vida trabalhando e fazendo faculdade. Ainda não me acostumei.
Mas não me imagino mais levantando as seis e meia da manhã, colocar um uniforme, pegar um ônibus para ir ao colégio. Não é mais pra mim.
Passou... e agora não sei mais em que fase estou.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Sensatez
Em tempos como esse, o final do ano, que eu já devo ter escrito algumas vezes sobre como eu odeio, temos sempre que parar para refletir.
Chego a conclusão (provisória, é claro) de que o ano pode ser visto nada mais nada menos como um jogo de video game.
Sim, dizem pra gente não levar a vida tão a sério, como um jogo, mas dependendo da vida que se leva ou do jogo que se joga, você acaba levando a sério de mais. Porém, a vida, diferente do jogo, acaba lhe exigindo muita sensatez.
Quando se termina um jogo, não se tem tamanha paciência para voltar a joga-lo em seguida. É o que eu sinto quando acaba o ano.
Estou cansado, não quero voltar a jogar.
Penso em me demitir, em largar a faculdade.
Mas a sensatez, oh doce sensatez, me faz parar para pensar e sou obrigado a ter que aturar todas essas coisas que me incomodam novamente.
Mal vejo a hora de perder a sensatez. Joga-la pelo ralo como uma gozada que se esporra no banho. Bem assim, como se já não tivesse a menor importância.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Comentário
Eu queria ter descoberto há mais tempo que quando você escreve um comentário mal criado em algum site, os donos deste são os que recebem um processo judicial.
Eu não teria escrito comentários com o eufemismo e requinte que costumo ter quando escrevo aqui. Eu teria sido muito mal criado. Em muitos sites. E com muitas pessoas.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Conclusão de madrugada
E no fim das contas:
Amy Winehouse não morreu de overdose
Cassia Eller não morreu de overdose
e os sensacionalistas não pedem desculpas.
Apenas lucram com suas extraordinárias mentiras.
E quem pede desculpa foi obrigado a por uma notinha de uma linha no fim de sua página
a fim de evitar um processo por sua calúnia.
E assim segue o mundo.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Manhã de segunda
Uma manhã de segunda ouvindo Joy Division
Há tristeza, preocupação?
Sempre há por mais que se tente manter as aparências
Mesmo tentando se fazer bonitinho
Escrevendo centralizado pra dar um ar de mais eufemismo
Não é simples por mais que devesse ser
A mente mantem-se perturbada
Falta alguma coisa
E sempre faltará
E isso frustra em uma manhã de segunda
Quando se começa
Quando não se tem mais paciência para começar
terça-feira, 26 de julho de 2011
Morte de si
Meus caros, neste último final de semana meu celular tocou as duas horas da tarde com o meu amigo falando que Amy Winehouse se foi. Tive que acordar e ligar a televisão para ter certeza do fato. Confesso ter ficado surpreso apesar de sua tendência auto-destrutiva. Há críticas. Há elogios. Há o desconhecido.
Chamo de desconhecido o fato de a humanidade não saber lhe dar com a morte apesar de ela estar presente todos os dias em nosso cotidiano.
A moça estava ali, viva, fazendo seus shows e sendo vaiada em uma série de performances desastrosas. Bastou não estar mais entre o mundo dos vivos para ser quase endeusada com sua voz e vender suas músicas muito mais do que vendeu em vida. Procuramos isso. Damos muito mais valor quando a obra torna-se limitada. O mesmo aconteceu com Sinatra, Pavarotti, Michael Jackson.
O ponto de elogio é de sua voz e de como ela colocou um estilo de música já estagnado pelo tempo de volta as rádios. Confesso não ouvir muito a sua música e que apesar de ter um álbum o escutei poucas vezes. Ouve-se com outros ouvidos quando a pessoa morre e parece que o som dela está melhor.
A parte crítica é deixar em evidência os erros. O sensacionalismo dos tabloides ingleses que a condenam pelo uso indiscriminado de drogas. Bom, é fato que ela não é a primeira e nem a última celebridade que tem ligação com drogas. Apenas acho que depois da morte esse fato não é tão relevante quanto realmente parece, afinal de contas, Freud, por exemplo, não é tão lembrado como usuário de cocaína quanto pela sua contribuição a psicologia.
As pessoas que se auto destroem sentem uma necessidade natural de fazê-lo tentando viver uma vida inteira da forma mais intensa possível porque não conseguem ver graça numa vida calma. O que quero dizer é que se uma pessoa vive da forma que quer não cabe a nós julgar se o preço foi ou não alto demais.
Sei que sou sujeito a críticas já que no mesmo dia quase cem jovens foram assassinados na Noruega por uma simples questão de intolerância. São muitas vidas, mas resolvi escrever apenas sobre uma. Todas as vidas são importantes, claro, mas acho que não conseguiria escrever algo para cada uma delas.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
PL 122, Gays, Pedófilos e ignorantes
Novamente, o motivo de voltar a escrever vem da revolta, no caso de hoje, mais específico com este video: http://www.youtube.com/watch?v=1J_m0DLIEMc&feature=player_embedded
O que me causa revolta é a ignorância. É um absurdo como o desconhecido (no caso a homossexualidade) é colocado como algo ruim, um mal na sociedade.
Esta deputada, por exemplo, chega a um ponto onde, praticamente, iguala homossexualismo com pedofilia. O que eu não entendo é onde esses termos se tornaram sinônimos, porque desde a educação básica, aprende-se que ser gay é uma coisa e ser pedófilo é outra e completamente diferente.
Em seu exemplo, se ela tem duas filhas e a babá for lésbica, a PEC 23 irá proteger a babá se ela vir a molestar as crianças. Até onde estudei esse projeto e a PL 122, não há nada que se refira a proteção de um pedófilo. Se houvesse a violação da criança, a babá responderia por pedofilia e ponto, se ela é lésbica, isto é outra coisa.
Esta confusão absurda não é de hoje. Vem de um longo processo errôneo o qual confunde-se homossexual com promiscuo ou molestador de pessoas. Se o gay já é visto desta maneira, não vai demorar muito para inventar leis que venham a proibir um homem homossexual de entrar em um banheiro público masculino porque este terá a intenção de observar e bolinar outros homens. O mesmo se aplica as mulheres.
A PL 122 não privilegia ninguém, apenas passa a por em prática um direito que existe em constituição. Se, por exemplo, um indivíduo negro é humilhado por conta de sua cor, ele tem direito de buscar as medidas cabíveis contra o agressor. O que se busca, é que se um indivíduo for humilhado por ser gay, ele possa tomar medidas legais contra a pessoa que o humilhou. Aparentemente, nada de mais. É uma simples busca por garantir seus direitos.
A deputada cita, também, ter parentes homossexuais. Fica a minha pergunta: por acaso estes parentes demonstraram alguma atitude de promiscuidade a ponto de ser visto como pensar em pedofilia, estupro ou qualquer outra forma de molestar outra pessoa?
Vale lembrar, para quem ainda vê conexão entre homossexualismo e pedofilia, que: em uma relação homoafetiva há concessão de ambas as partes, eles sabem o que querem, tem o poder de decisão. A pedofilia parte de que apenas uma pessoa (o agressor) decide o que fazer com outro indivíduo (a criança) que não possui condição de defesa.
Basicamente, a única coisa que se busca com essa PL 122 é que gays possam andar na rua sem serem atacados com uma lâmpada fluorescente.
domingo, 17 de abril de 2011
Sobre uma vida curta
Para mim, não importa o tempo que se vive, contanto que esses tenham sido bem vividos...
Esse sou eu tentando viver, mesmo que seja por tão pouco tempo.
A velhice nunca foi algo que me dessa expectativas em relação a vida e morte.
Acho que dão esperanças e expectativas para o mundo apenas pra entrete-los e controla-los.
Sabemos que nada é eterno, portanto, há um grande risco desse eterno realmente não existir.
Vontade de viajar no tempo. A física quântica prova que é possível e lógico, apenas pelo fato de não poder se ver, já que pela física "um corpo não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Não sei, talvez desentregamos.
Diria para o meu passado viver mais e ser mais feliz. Escrevo para o meu passado e futuro há 3 anos. Queria ter chance de saber o que aconteceria, mas o bom é que tem aquela lembrança de como se pensava há um tempo atrás, nossas aspirações e o que de fato aconteceu.
Durante muito tempo achei que não sabia viver e como dira Guimarães Rosa " Viver é uma coisa perigosa"
Para mim agora, entorpecio de bedidas e charutos, penso da seguinte forma: Vale muito a pena correr o risco, nem que seja por um segundo que possa mudar sua vida.
Precisamos nos desafiar para permanecer vivos e reclamar como velhos cansados. Sempre devemos nos sentir incompleto para viver do seu jeito, se sentir completo acaba rápido e atralha em novas idéias.
Minha depressão passa quando estou bêbado ouvindo músicas que gosto. Asim como "A Metarmofose" de Kafka, acho que acabamos criando expectativas para nós mesmos e aprende a ter fé em si mesmo. Isso é importante.
Outra chave: não ser tão feliz. Como díria Oscar Wilde "Só há duas tragédias para o homem: não conseguir tudo que quer e a outra é conseguir".
Será que consiguimos viver mais nos desafiando e tentando sempre crescer intelectualmente?
Queria que a vida fosse um eterno sábado a noite de bebedeira. Sem responsabilidades e regras. Pena que não se pode estar no mundo de fantasia para sempre, uma hora ela também o deixa imcompleto.
O mundo é como uma droga: é uma porcaria, mesmo assim você vicia e quer mais, apesar de ter medo de como se estará.
Bom, vou voltar a viver, acho que já me expressei o bastante.
Esse sou eu tentando viver, mesmo que seja por tão pouco tempo.
A velhice nunca foi algo que me dessa expectativas em relação a vida e morte.
Acho que dão esperanças e expectativas para o mundo apenas pra entrete-los e controla-los.
Sabemos que nada é eterno, portanto, há um grande risco desse eterno realmente não existir.
Vontade de viajar no tempo. A física quântica prova que é possível e lógico, apenas pelo fato de não poder se ver, já que pela física "um corpo não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Não sei, talvez desentregamos.
Diria para o meu passado viver mais e ser mais feliz. Escrevo para o meu passado e futuro há 3 anos. Queria ter chance de saber o que aconteceria, mas o bom é que tem aquela lembrança de como se pensava há um tempo atrás, nossas aspirações e o que de fato aconteceu.
Durante muito tempo achei que não sabia viver e como dira Guimarães Rosa " Viver é uma coisa perigosa"
Para mim agora, entorpecio de bedidas e charutos, penso da seguinte forma: Vale muito a pena correr o risco, nem que seja por um segundo que possa mudar sua vida.
Precisamos nos desafiar para permanecer vivos e reclamar como velhos cansados. Sempre devemos nos sentir incompleto para viver do seu jeito, se sentir completo acaba rápido e atralha em novas idéias.
Minha depressão passa quando estou bêbado ouvindo músicas que gosto. Asim como "A Metarmofose" de Kafka, acho que acabamos criando expectativas para nós mesmos e aprende a ter fé em si mesmo. Isso é importante.
Outra chave: não ser tão feliz. Como díria Oscar Wilde "Só há duas tragédias para o homem: não conseguir tudo que quer e a outra é conseguir".
Será que consiguimos viver mais nos desafiando e tentando sempre crescer intelectualmente?
Queria que a vida fosse um eterno sábado a noite de bebedeira. Sem responsabilidades e regras. Pena que não se pode estar no mundo de fantasia para sempre, uma hora ela também o deixa imcompleto.
O mundo é como uma droga: é uma porcaria, mesmo assim você vicia e quer mais, apesar de ter medo de como se estará.
Bom, vou voltar a viver, acho que já me expressei o bastante.
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