domingo, 22 de agosto de 2010

Agosto, mês do desgosto?

Como afirmei no ano passado: odeio agosto.
É um mês chato e lento.
Pra começar, agora sou um feliz estudante da Universidade Estadual de Londrina. Sim, agora minha educação passou a ser problema do governo.
Pela primeira vez vi um mês de agosto passando rápido. Acho esquisito um mês sem feriados passar deste modo. Já julho rendeu um bom tempo.
O que complica na faculdade nova é a minha falta de socialização. Não que eu não queira faze-lo, mas não há muitos assuntos para ser discutidos. Meus colegas são o típico grupo que joga futebol, discute o campeonato brasileiro e querem ouvir pagode ou sertanejo. Não que eu menospreze tudo isso, mas já fazendo, acho tudo isso uma inutilidade.
Outro ponto triste é que ninguém acredita muito no que eu digo. As minhas histórias são mirabolantes, mas reais. Eu gosto de contar os fatos inusitados da minha vida porque elas que têm graça e todos olham como se eu fosse o esquisito.
Pra falar a verdade, não ando muito inspirado para escrever. Tenho trabalho da faculdade ainda por fazer e não tenho paciência. Tenho me preocupado muito com a minha banda que já tem alguns videos circulando no youtube. Tenho me preocupado em compor e fazer algo com o que eu chamo de livro. Comecei a escreve-lo em janeiro e até agora possui apenas 46 páginas, sendo que boa parte deles escrevi até meados de março.
Tenho vivido o tempo com uma intensidade incrível. Acho que fiz as pazes com ele. Pela primeira vez em anos sei que vou ter boas lembranças de um mês tão desagradável como agosto.
Confesso envergonhado que não tinha idéia do que postar, mas achei necessário porque é feio ficar mais de um mês sem escrever aqui.
Se alguém quiser ver videos no youtube, procurem a banda "Rocket Head Nirvana cover". Daí aparecem mais videos da banda.
Mal vejo a hora de ter inspiração e escrever algo útil aqui.

domingo, 18 de julho de 2010

Desafio

Esta sexta-feira fui convidado pela Elen do blog Mirabolante (http://mirabolanteatedemais.blogspot.com/ e http://diariomirabolante.blogspot.com/) a participar de uma brincadeira que circula pelos blogs. Devo responder uma serie de perguntas apenas com figuras. Bom... lá vai eu.

Quem sou eu?

O que me faz sorrir?

O que me faz chorar?

Minha cor?

Hobby?

Sonho?

Melhor lembrança?

Musica?

Esporte?

Filme?

Pecado?

Três lembranças fofas da infância?

Passando a brincadeira adiante, indico o Chouji do http://charutodimacumba.blogspot.com/ que é baterista da banda em que eu toco, a Rocket Head. E o meu amigo Jordan http://maldicaodobode.blogspot.com/.

Mais posts em breve.









sexta-feira, 2 de julho de 2010

Futebol, intolerância e ignorância.

Uma coisa que percebi hoje sobre futebol: para alguns é como discutir religião, política ou qualquer outro assunto cuja a opinião diferente da sua pode gerar polêmica e violência.
Quando o Brasil perdeu a copa para a Holanda, no mesmo segundo surgiram inúmeras comunidades sobre o assunto, tanto elogiando, quanto criticando. Eu queria mesmo era tirar boas risadas e fiz minha própria comunidade e sai divulgando: Dunga é imbecil: 13 letras. Na descrição: Brasil se fudeu: 13 letras.
Até aí, nada de mais. Apenas uma sátira com as 13 letras do Zagallo. Quando, não mais que de repente um tópico em especial entre os vários que usei para divulgar a minha, foi criticada por uma moça que não entendeu o espírito da piada. Isso mais uma leva de gente que também não entendeu o que eu quis dizer e saiu a xingar como isso fosse livrar o mundo do "mal" que eu causei.
O engraçado é que foram necessários mais de 100 comentários do tópico para a moça entender que eu apenas queria fazer uma sátira e não "insultar a honra do Brasil e dos brasileiros".
Houve um em especial em que o cara falou que eu era "modinha" e eu ri muito. Até postei respondendo que apenas queria divulgar uma comunidade assim como inúmeras pessoas estavam fazendo, a polêmica só começou quando a moça quis por palavras em minha boca. O tópico também foi invadido de propagandas de comunidades semelhantes a minha e até a moça que começou a discussão toda divulgou um video que ela pôs no Youtube sem sucesso.
Foi uma discussão ridícula que só terminou quando eu desliguei o computador e fui para a casa depois do trabalho. E começou por conta da ignorância da moça que além de não entender a piada, agiu com intolerância ao não saber respeitar minha opinião. Enquanto muita gente que também não entendeu xingava, só escrevi que ainda não havia censura no Brasil (de novo) e que portanto tenho direito de expressar minha opinião mesmo que elas não gostassem. E isso deixou as pessoas mais zangadas.
Interessante como um assunto que não está ligado diretamente a você como o futebol, pode se tornar uma discussão séria. Você não ganha e nem perde nada com a situação do futebol brasileiro ( a não ser que você esteja participando de bolão, claro. A propósito, queria saber quem acertou o resultado deste jogo ), logo, não precisa se tornar um assunto em que a diferença de opinião possa gerar brigas acaloradas.
Escrevi isso hoje porque achei um absurdo como um país como o Brasil já sem censura ainda ser tão ignorante quanto ao respeito a nossas opiniões. Apesar que depois deste episódio, passei a questionar se sou apenas mal interpretado ou se escrevo uma série de sandices as quais apenas eu, mais um pequeno grupo seleto de pessoas entendem.
Dunga é imbecil: 13 letras
Brasil se fudeu: 13 letras
ps: eu sei se escreve "fodeu" e não "fudeu". Mas as pessoas entendem melhor a segunda opção.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pequenas coisas

Em meio a terapia semana passada percebi uma mania que me destrói e que muitas pessoas tem: o menosprezo.
Dizem que o prazer da vida está nas pequenas coisas, logo, menospreza-las torna-se um sério problema. Mas eu me pergunto: O que são as grandes coisas da vida? O que são as pequenas?
Eu pensei nisso por muito tempo e... quem sabe distinguir as coisas grandes das pequenas? Para alguns, passar no vestibular é uma coisa grande, um acontecimento feliz, algo conquistado com a sua força de vontade. Para outros, é algo tão pequeno quanto ir ao mercado fazer compras.
Acho que consideramos as coisas grandes e pequenas pelo avesso. Não é a simplicidade da ação que define seu tamanho, é como ela é aproveitada. Uma tarde com os filhos com brincadeiras simples da a impressão de ser a pequena coisa mais divertida do mundo para os pais. Porque isso deveria ser pequeno? É algo que torna as pessoas felizes, não pode ser pequena. As crianças se divertem com poucas coisas como uma caixa de papelão, por exemplo. Sim, a caixa é algo pequeno, o que a criança imagina e faz com ela a torna grande, maravilhosa e feliz. E quando a olhamos, invejamos como elas se divertem com aquilo.
Com o tempo, esquecemos como podemos fazer pequenas coisas se tornarem grandes, menosprezamos e não vemos o quão feliz aquilo nos poderia fazer.
Este final de semana fui a uma festa infantil e olhei como as crianças se divertiam brincando no pula-pula. Parecia tão... infantil, pequeno, simples. Onde está a felicidade em ficar pulando freneticamente em uma cama elástica sem um motivo aparente?
Eu tive vontade de pular.
Muita vontade.
Até que uma hora eu tirei a blusa, o tênis e fui pular.
Algumas pessoas viram como ridículo. Meus pais viram como ridículo. Algo sadio, inofensivo, simples, feliz... Porque fazer isso parecer pequeno?
Menosprezamos as pequenas coisas, o mundo. Menosprezamos a nós mesmos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Será que eu vou virar bolor?

É fato: nunca gostei de ficar velho. Escrevi algumas vezes sobre o pesar de fazer 18 anos. E agora eu tenho 19.
Estive pensando em que escrever sem que nada de muito interessante me viesse à mente. Até que me apareceu uma.
Lá estava eu, no centro da cidade, chapado depois de vodca, energético, cerveja e um ensaio de 2 horas com a minha banda (ah, sim, por falar nisso, entrei em uma banda, sou gutarrista e vocalista!) conversando com um desconhecido do lado de fora de um bar. Não me lembro muito bem de como chegamos ao assunto, mas começamos a falar sobre a velhice. As responsabilidades que a idade traz consigo.
"Meus amigos na minha idade (ele tem 27) já estão se casando, pensando em filhos. E eu aqui, sem pensar nessas coisas" dizia ele. Filhos. Eis que me veio a minha maior reflexão em um momento como aquele: Filhos, outras vidas. Mal sabemos cuidar da nossa, como cuidar de outras pessoas?
Foi a questão que tomou conta de boa parte da minha noite. A responsabilidade que se tem ao gerar outra vida é algo fascinante e ao mesmo tempo assustador. Como cuidar de outra vida além da sua? Alguém que não está grudado à você, não pensa como você e tem planos diferentes dos seus.
Não é como os intrometidos que cuidam da sua vida. Me veio à cabeça aquela coisa de fofocas e pessoas que nada mais tem a fazer do que cuidar da vida alheia para... para... sei la para quê. Talvez satisfação da curiosidade (não vou tirar o mérito da curiosidade sobre a vida alheia porque o tenho, a diferença é o que eu faço com a informação que no meu caso, guardo para mim), mas sempre há aqueles dispostos a se beneficiar dela.
Bom, trazendo isso ao assunto em que comecei, há de se ressaltar a diferença na questão de que cuidamos da vida alheia pelo simples fato de sermos como leitores da pessoa ou situação. De um modo mais fácil de explicar, cuidamos da vida alheia porque a lemos, há um narrador observador onisciente lhe contando o que acontece e o que a pessoa supostamente pensa e apenas lemos, observamos, não nos diz respeito e não afetará nossas vidas.
Já a responsabilidade de cuidar de outra vida porque você a gerou e tem obrigação de zelar por ela é algo completamente diferente. Escrevemos, somos narradores observadores, você não sabe o que a outra vida está pensando, porém o que ela pensa pode lhe afetar diretamente em nossas vidas.
Não sei se você, caro leitor, tem filhos ou é mais velho ou entendeu o que realmente quis dizer. O tempo não vai deixar de passar, vamos envelhecer e responsabilidades virão de qualquer forma. Eu não penso em casar ou ter filhos, de fato não sei lhe dar com a minha própria vida, que dirá com a de outra. Minhas responsabilidades crescerão casando ou não, tendo filhos ou não. Pelo menos há uma unica coisa boa que vem com o tempo: a maturidade. Espero.