sexta-feira, 3 de abril de 2009

Por que não ser músico (puro)

Cara, vou começar direto ao ponto: Se não é pra compor sua própria música e expor seus próprios pensamentos, nem pense em tocar um instrumento!
Esse pensamento vem me atormentando há dias, se você não concordar, tudo bem, cada um tem a sua opinião e eu estou apenas apresentando a minha.
Certos dias, tenho ouvido músicas as quais não têm a mesma "magia" de quando as ouvi pela primeira vez, músicas que ouço há anos perderam sua magia quando tive a brilhante idéia de toca-las. Puta que pariu, que idéia mais idiota que tive, a não ser que você tenha os mesmos equipamentos que o artista usou para faze-la, além de você não fazer igual, vai sentir que a música não tem mais aquele "que" especial que o fez ter interesse em toca-la. Me entristeci profundamente quando ouvi músicas que tinha certeza que seriam eternamente especiais e agora não têm mais tamanha magia e tenho certeza que não foi porque enjoei delas, ouço direto e reto rock russo, finlandês, sueco, etc, os quais ainda não me atrevi a tocar sendo elas faceis ou não. Neste momento estou ouvindo Sonata Arctica e suas músicas andam me fazendo sentir a velha magia.
Senti falta desta magia quando parei pra ouvir e tocar "Heart Shaped Box" do maravilhoso (puxo o saco mesmo) Nirvana. Quem ja ouviu esta música sabe o tamanho poder que ela possui, lembro-me até hoje da primeira vez que à ouvi no quarto da minha irmã. Era 2003, quando foi lançado o álbum preto do Nirvana apresentando "You´re know you´re right" uma música perdida que depois de vários processos judiciais, pode ser lançada. O clipe dela e o seu álbum mudara minha vida para sempre. Quando ouvi o refrão forte seguido da figura de Kurt Cobain se jogando em uma bateria, pensei "Cara, eu tenho que tocar guitarra", no final quando Kurt quebra uma guitarra pensei "Definitivamente, tenho que tocar". Um pensamento que dormia desde os 8 anos despertou, o desejo de tocar era tão grande que sonhei várias vezes eu fazendo um show a la Cobain. Quando este desejo queria adormecer novamente, fui no quarto da minha irmã ouvir o disco. Sinceramente, passei até por "Smells like teen spirit" batido até que chegou a faixa 9 do disco (Heart shaped box). A clareza, a sinceridade, a verdade que aquele som me passou foi tão incrível que cheguei a ouvir incontáveis vezes aqueles indefiníveis 10 segundos da introdução. Depois de um tempo, o desejo cresceu, minha irmã comprou o "From the muddy banks of the Wishkah". Hoje eles estão no meu quarto. Ouvia todo dia, explorei cada detalhe do som apenas ouvindo, não sou de decorar muitas músicas pra tocar, mas sei tocar quase a discografia inteira do Nirvana, foi com eles que aprendi o básico do básico de uma guitarra, aí, me atrevi a tocar coisas mais complexas (pra mim, "Heart shaped box" era mística) e la vai eu tocar esta caixa em forma de coração. Pronto, fiz a cagada, sei toca-la muito bem hoje, mas ela perdeu muito da magia, do seu poder místico que possuia antes de eu saber toca-la. O mesmo aconteceu com muitas e muitas músicas que acredito estar enjoado de certa forma e isso me fez buscar mais e mais músicas.
Bom, eu sei compor também, esta é a parte boa de ser músico. O problema é simples: a música é minha, eu conheço seus segredos, eu as fiz, sei toca-la, logo, ela não vai ter magia, pelo menos pra mim, não vou sentir o místico que procuro numa música. Se tiver oportunidade, postarei músicas minhas, cheguei a baixar um home studio, mas eu não tinha o número de série, agora não funciona mais, estou baixando um agora na esperança de possa mixa-las e fazer todo o devido procedimento.
O que anda sendo místico pra mim (e será pra sempre, talvez) são as músicas eruditas e as instrumentais super trabalhadas. Você que me lê neste momento, ja escutou Chopin, Beethoven, Godspeed You! Black Emperor alguma vez na vida?! Believe, escute. Seres virtuosos (não necessariamente rápidos) fazem sua música, não ligam para o mundo, simplesmente tocam, tenho orgasmos mentais ouvindo, apreciando, sentindo a magia de músicas que felizmente nunca saberei tocar.

sábado, 28 de março de 2009

Isso é só o fim (puro)

"Se o chão abriu sobre os seus pés, e a segurança sumiu da faixa, se as peças estão todas soltas e nada mais encaixa, oh criança, isso é só o fim."
Resultado de umas horas de Nirvana, princípio da depressão, vontade de estar longe, de gritar, gritar tão alto até que suas cordas vocais arrebentem, isso era pra estar no meu caderninho até que o sentimento ruim passasse, mas agora é um sentimento que volta e volta e revolta e revolta e revira e detona.
"E o lixo, e a guerra, e o que você está procurando..." as vezes me sinto como há meses atrás... "Esse calor insuportável, não abranda o frio da alma". sometimes, o sentimento de euforia que dura pouco, sometimes, pain, vontade de parar, fugir pra um lugar meu e ali ficar até que tudo melhore, até que minha cabeça volte ao normal, até que tudo a minha volta seja tão insignificante que eu consiga dominar com facilidade. É isso que eu quero: facilidade.
Não quero ser adulto, "I don´t wanna grow up", não quero ter tantas responsabiliades de uma hora pra outra, é pesado, até uns dias atrás, eu era mais tranqüilo e hoje da pra bater em alguém pura e simplesmente porque quis te chamar atenção.
"Algo que você não identifica, insiste em lhe atormentar, você implora por proteção, não sabe quando vai acabar". Essa nova fase é uma loucura, uma bomba que cai na sua mão e você não sabe o que fazer. Vontade de surtar, quebrar tudo a minha volta, "spirit desire", abstracionismo que odeio, "spirit desire", se jogar no chão e chorar como criança, "spirit desire". Você percebe ao longo dos textos o quão louco se está ficando, o quão inexplicável está o texto.
"oh senhoras, isso é só o fim, oh senhores, isso é só o fim..."

quarta-feira, 25 de março de 2009

A Tese (puro)

Enquanto começo a escrever este texto, ainda não tenho idéia da foto, nem do título que irei por, mas desenvolvimento ta na cabeça.
Alguma coisa que acontece com você em várias situações do dia te fazem pensar em muitas coisas e hoje no meio de uma aula na faculdade, eis que me surgiram idéias incrivelmente malucas que fazem sentido.
O que você é? Para onde você vai parar? O que você vai fazer? Ser? E como vai ser? Believe, man, pensar nisso te deixa louco, mas, você precisa de faze-lo.
Pra dizer a verdade, foi apenas uma linha de raciocínio que me fez pensar em tudo isso pra escrever agora: Tese. "Ué, meu, tese?! qual é a tese?!"
A tese gera uma antítese que gera uma síntese e gera outra tese. "Uau! Que bonito, pra que preciso de saber disso?! Vou deixar de dormir pensando nisso agora".
Pense no seu pai. Vou usar o meu de exemplo. Pense como papai é uma tese. A não ser que o seu pai seja perfeito, você não quer ser igual a ele, você ve pontos positivos e negativos sobre ele, certo?! Você é uma antítese, que vai pegar os pontos fortes e fracos do seu pai, vai adapta-los para você e bum... você é uma tese, será a tese dos seus filhos, e estes, vão querer ser melhores que você e assim sucessivamente.
É obvio?! Chega a ser ridículo o quanto isso ta na cara pra eu ficar escrevendo para você, um de meus 5 fiéis leitores (ou menos) que se deram ao trabalho de ler. Pra mim, uma idéia muito pensante, é como se encarar como uma novidade.
Sim, somos uma novidade, nascemos uma novidade, uma versão nova de algo que já existe, mas que fará algo diferente ou agir de forma diferente. E se você parar pra pensar, de um jeito ou de outro você faz diferença no mundo, não é apenas um a mais. Não vou fazer um texto de auto-ajuda, mas vou dizer que: você alguma hora fará diferença em uma questão, será exemplo pra outras pessoas (por mais que você não queira) e para si mesmo. Como se é um exemplo pra si mesmo?! Se olhe no passado e veja uma coisa boa que você não faz mais. Ué, mas o você do passado fazia tal coisa, porque não mais?!
Bom, comecei o texto em um assunto e terminarei em outro. Não temos muito tempo. As pessoas não chegam a viver 36000 dias, e se você olhar apenas esse número, parece uma bostinha.
O que vamos fazer?! Não interessa, apenas faça, você apenas vai ser lembrado como uma diferença a ser seguida ou não.
Sem mais palavras.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Intolerante/Intolerável (puro)

Já ouviu aquela frase que dizia: "Quando nos tornamos intolerantes, nos tornamos intoleráveis." ?! Pois é, eu viro isso quando tenho problemas com o tempo. Já explico melhor.
Você, pessoa pensadora, intelectual, tem aquela insônia que só pára quando o dia cai, daí você apaga bonito e ninguém te acorda nem com um canhão na sua orelha. Daí, se você tem que acordar é pior ainda, você ta pra matar alguém já, xinga até a pobre pessoa que te da bom dia e tem que aguentar o dia todo acordado. Meu, vai dizer que você não vai por defeitinho em tudo que ve, sua intolerância e ignorância chegam ao auge e logo você acha que ta ficando louco porque nem você está se aguentando. E tudo isso porque?! Pura e simplesmente porque você não dormiu o suficiente.
De boa, sou um daqueles que precisam dormir umas 10 horas por dia e na hora que o sono bate. Agora vem meu outro problema: Se eu durmo demais fico mau por ter perdido tempo dormindo. "Mas que merda, se você dorme pouco, reclama, se dormir demais, reclama, o que você quer da vida, seu porra?!" Isso é o que até eu penso de mim mesmo nessa situação. E o mais foda é como isso interfere e muito na sua vida.
Desde que começou minha faculdade, eu levanto as 6 e meia, vo pro trampo, chego umas 2, 3 e pouco, do uma descansadinha, depois me arrumo e vou pra faculdade e chego as 11. Parece que não, mas isso me detona um monte. Eu gosto da minha noite livre, não da tarde, você saí da faculdade torto de tão cansado daí, você quer falar com os seus amigos, vai fuça o pc e saí que horas?! 1, 2 da manhã, pra levantar as 6 e repetir tudo denovo. Cara, uma hora você não aguenta, mata cachorro a grito.
Aí, o foda é que ninguém te ajuda né, o mundo conspira contra você, meu pai que agora é mais meu chefe que meu pai, só fala coisa do trabalho ou da faculdade, mamãe, quase a mesma coisa, irmã nem conta e fica você, sem tempo pra nada, fudido, na merda, não da pra sair com seus amigos e sua família acha que é o melhor pra você, ficar quase sem vida social.
Pra falar sério, só vim escrever a minha revolta não só de mim mesmo como da minha família. Pô, meu pai quer mesmo é complicar minha vida porque se ele quisesse, facilitava minha situação no trabalho, eu podia estudar de manhã, trabalhar a tarde e "a noite é minha e nela eu gozo". É uma necessidade de tempo, da noite, do mundo. Esse texto ta todo confuso porque é assim que anda minha mente atualmente, esses dias não sabia nem o que escrever aqui, agora pensei "que se foda, é seu, escreva o que quiser, mesmo que seja um ' tô sem inspiração hoje!' ".
Bom, sempre se tem que pensar pelo lado bom né, senão, aí que você fica na fossa de vez. Minha única algria do trabalho é não ter obrigação de fazer muitas coisas podendo responder pra outro funcionário "não vou fazer isso" "e se eu não quiser?" ou o melhor de todos, quando alguém fala "precisa fazer isso, isso e aquilo" e eu respondo " e eu com isso?". Parece folgado e é folgado, mas se você ajuda eles, é aí que eles montam nas suas costas e logo eu que não gosto muito de trabalhar, não vou deixar ningém folgar pra cima de mim, né.
A faculdade é interessante, sento no fundão e tem uma galera que zoa, lembra um pouco os tempos da escola, os professores zoam também e o mais massa é que você quer ter a aula.
O que anda foda, é que qualquer coisinha ruim que aconteça, me detona mais que as coisas boas por mais que eu não demonstre. Sei la, tem horas que eu não dou conta de tudo a minha volta e agora, sem tempo, nem consigo dar um tempo disso, abraçar alguém, beijar e ficar junto (e esse alguém, sabe quem). O que?! Saudade bate forte também, poxa.
Preciso de férias. URGENTE!!!

terça-feira, 17 de março de 2009

Discografias ☆3/11/05 †15/3/09 (puro)

Dude, ontem a noite, enquanto ouvia uma alta dose de Sgt. Peppers (o disco todo), pensava em fazer uma crônica sobre bons discos e tal e deixar links pra vcs baixarem (afinal, só ler a crítica não basta). Fui todo alegre pra maior comunidade do orkut sobre o assunto quando me deparo com a seguinte informação: "Informamos a todos os membors da comunidade 'Discografias' e relacionados que encerramos as atividades devido às ameaças que sofremos da APCM e outros órgãos de defesa dos direitos autorais..."
De boa, essa é uma das informações mais tristes que o orkut podia trazer até seus usuários. Minha opinião?! Esses órgãos de defesa nada mais fizeram do que uma puta besteira, como diria Marlon Brando como coronel Kurt em Apocalypse Now "O horror, o horror, o horror!", o auge da idiotíce, uma decisão de gente pré-histórica.
A comunidade, antes de mais nada, era apenas um atalho, a forma mais fácil de se encontrar um álbum de músicas que você queria ouvir. Com o fechamento da comunidade, o que a galera vai fazer?! Comprar cds caríssimos porque "ohh meu Deus, não temos mais comunidade no orkut, o que será de nós, jovens baixadores de música?!" Ora, vamos achar outra comunidade, o que não me demorou exatos um minuto. E tem mais, ja que os "dinossauros" dos direitos autorais não vão conseguir muita coisa com isso, porque não fecham a maior fonte de compartilhamento de informação, o Google. É, vamos lá, façam isso, porque não aproveitam a viagem e censurem páginas de internet por aí, porque não dão logo um golpe de estado e fechem nosso país para o resto do mundo, heim, seus bando de babacas inúteis.
Eu, na condição não só de usuário, mas na de músico e compositor, digo que não só perdemos links rápidos, mas também um meio de divulgação de nossas músicas, afinal, que usuário não se sente bem ao saber que o músico também apoia a forma com a qual ele obteu acesso a música?! Se eu tivesse uma banda, um disco e uma oportunidade de lança-lo nessa comunidade, pra mim seria um prazer, pena que as gravadoras não pensem o mesmo, afinal, elas precisam obter lucro com nossos álbums, e se não é assim que a gente tem acesso à musica, a gente vai no camelô e compra 7 cds ou dvds por 10 reais. De fato, a gravadora sai perdendo e muito com pirataria e baixações por aí e claro, precisam segurar as calças e ter jogo de cintura.
Mas ainda sim, mesmo sabendo o quanto é ruim pras gravadoras e para todos que sobrevivem desse meio, não deixo de expor aqui minha indignação por conta disso, mas não me darei por vencido, afinal, ainda temos o Google, comunidades do Orkut que a turminha do mal não conseguiu fechar e a vontade de ter acesso a cultura sem pagar mais por isso.